A crise dos refugiados: onde está o respeito ao próximo?

Fugir para sobreviver, mesmo que os caminhos sejam incertos e não haja garantia de que a jornada chegue ao fim. Esta é a realidade de aproximadamente 60 milhões de pessoas que deixaram suas casas por causa de guerras, tragédias humanitárias, violação dos Direitos Humanos e crescimento da violência. 

Segundo a Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), desse grande número de pessoas que saem de seu local de origem em busca de novas oportunidades, cerca de 15 milhões se encaixam na definição de refugiado. O refugiado é quem foge de seu país por perseguição ou guerra e busca refúgio em outro território.

Crise Humanitária

A pior crise humanitária dos últimos 70 anos, segundo a ACNUR, é causada pela Guerra da Síria. Estima-se que seja cerca de 5 milhões de refugiados sírios, os quais arriscam sua vida diariamente em busca de abrigo em diferentes países. 


A maior parte dos sírios procura refúgio na Turquia e no Líbano, mas nem sempre eles conseguem ser reconhecidos como refugiados. Quando há apoio do governo local, o refugiado tem seus direitos básicos atendidos e apoio para encontrar uma solução para permanência prolongada, como entrar no mercado de trabalho. 

Diversos países da Europa também são procurados pelos sírios que não conseguem refúgio em outro lugar. No entanto, a receptividade do velho continente não é das melhores, as fronteiras são perigosas e o destino de muitos é ficar em campos de refugiados. Nesses lugares, são precárias as condições de higiene e o acesso à água e a comida, tornando escassa a esperança em um futuro melhor. 

Mas não só os sírios buscam salvar suas vidas fugindo de conflitos. Afegãos, iraquianos, congoleses, senegaleses e angolanos integram grande parte dos refugiados que se arriscam diariamente pelos mares e estradas de diferentes países. 

Preconceito

A falta de informação gera o preconceito. Ligar atentados terroristas praticados por diferentes pessoas à entrada de refugiados em um país é sinal de ignorância e falta de empatia e solidariedade. O discurso de ódio faz mal para todos. 

Os refugiados, independente de sua origem, buscam lutar pela sobrevivência. É possível ver em documentários e na mídia em geral a luta de famílias, crianças órfãs e adultos que não veem outra saída a não ser deixar familiares para trás. 


O que os refugiados mais precisam é de ajuda, acolhimento, mas a realidade se mostra diferente em muitos lugares. O preconceito é disseminado livremente na internet, mitos como “vão roubar nossos empregos”, “são uma ameaça para a segurança do país” ou a falsa perspectiva que há sobre o domínio islâmico em países europeus só causam mais sofrimento na vida de quem busca abrigo. 

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