Empatia e a crise de refugiados no Brasil

 

No Brasil, os haitianos estão entre os que mais sofrem com o preconceito. Desde o terremoto que atingiu o Haiti em 2010, mais de 45 mil refugiados vieram ao país em busca de ajuda. Eles chegam com o visto humanitário e depois precisam regularizar a permanência para que possam obter os documentos necessários para atividades como estudo e trabalho. 

Como existe uma demora na regularização dos estrangeiros e os custos podem pesar no bolso de quem chega ao Brasil como refugiado, ainda é grande a quantidade de haitianos que permanecem no país na ilegalidade. Com isso, abrem-se as portas para que empresas os contratem por preços baixos e sem as mínimas condições de trabalho. Infelizmente, viver em condições desumanas tornou-se comum para quem não conta com apoio da sociedade e não tem para onde voltar. 

Acolhimento

Apesar das dificuldades enfrentadas pelos refugiados que chegam ao Brasil, o país ainda é bastante procurado por quem procura ajuda. 

O Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE), presidido pelo Ministério da Justiça, é responsável pela regularização de refugiados de diferentes países, dando para eles a possibilidade de viver legalmente no Brasil.  


Outro estímulo para os refugiados é a inserção no ensino superior. Instituições como as universidades federais de São Carlos, de Santa Maria e a Estadual de Goiás  têm realizado processos seletivos e programas de ingresso para estrangeiros em seus cursos de graduação. 

Programas focados no convívio social e no acolhimento aos refugiados também estão presentes entre os universitários. Na Universidade Federal de Goiás existe o projeto “Be Welcome”, no qual os estudantes se voluntariam para ensinar português aos refugiados. 

No entanto, o apoio mais precioso no momento de dificuldade vem de cidadãos comuns, que se juntam em grupos e entidades sem fins lucrativos para dar teto, comida, carinho e ensino de algumas atividades aos refugiados, principalmente àqueles que vivem na ilegalidade. 

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